maker and restorer of fine strings instruments



Dismounting the history

Poucos sabem, mas essa não é nenhuma novidade. Na verdade, é algo que existe a muito tempo. Tampouco trata-se de uma melhoria ou avanço de algum tipo. É um sistema que foi pensado basicamente para evitar ao instrumento danos no transporte e ao mesmo tempo, permitir que o músico pudesse regular a ação do instrumento sem recorrer a um lutier.

E temos provas de que existem instrumentos com essa característica a alguns séculos, e com vários métodos diferentes.

Antes de tudo, um pouco de história. Desde o aparecimento de instrumentos do porte dos contrabaixo, sempre foi um problema transporta-los...

Antigamente, os "contrabaixistas" ganhavam consideravelmente mais do que os outros instrumentistas, como pode ser vistos em vários recibos de pagamento dos primeiro orgãos instrumentais, justamente porque precisavam lidar com custos muito altos para o transporte de seus instrumentos. Existe até um recibo no qual o famoso Gasparo da Saló, lendário lutier bresciano e contrabaixista, foi pago mais que o dobro dos outros integrantes, e isso porque deveria levar seu instrumento a outra cidade. As viagens eram feitas em carroças, e com frequência os braços trincavam ou quebravam no caminho. Temos documentos e exemplos de que em meiádo do sec. XVIII já existiam contrabaixos com essa característica e, mais recentemente (sec. XIX), o Giuseppe Baldantoni, lutier de Ancona, já construía instrumentos com braço desmontável e regulável, usando um método bastante engenhoso, que permitia regular a projeção do braço ao encaixe.


Existe até mesmo um violoncello de Stradivari (originalmente um basso di viola...) com um sistema de remoção e regulagem do braço, completo de chave especialmente construída.

Apesar de não ser original, esse sistema é um exemplos realmente interessante, já que foi adaptado em 1831! Isso que nos mostra que esse tipo de solução já encontrou respaldo até mesmo em instrumentos menores.

Se você for viajar muito com o instrumento, essa é uma solução que pode evitar danos mais sérios e eventualmente evitar que seu braço seja quebrado em uma queda acidental.

Mesmo que você não viaje muito, pode usufruir do sistema para regular e ajustar a proximidade das cordas ao espelho, sem precisar de adaptações em seu cavalete.


De um ponto de vista estritamente visual, é muito mais discreto um eventual parafuso embutido no braço do que as rodinhas no cavalete, e para o concertista talvez seja uma solução mais apropriada por não comprometer o visual tradicional.
Claro, existem rodinhas de madeira, que são mais bonitas e decorativas do que as de alumínio ou latão, mas as mesmas parecem que não funcionam tão bem quanto as outras, e precisam de cavaletes com pernas mais grossas para evitar o enfraquecimento desse ponto e o eventual colapso do cavalete...

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